domingo, 5 de julho de 2009

A participação feminina na esfera pública - Dissertação argumentativa em prosa - SPM-PR

No Brasil, a inclusão das mulheres na esfera pública a partir do século XX reflete conquistas do movimento feminista e de organizações da sociedade civil. Ampliou-se a participação feminina não apenas na esfera pública, mas também no jogo político. Assim, as mulheres têm se tornado atores políticos cada vez mais importantes.

Sabe-se que conquistas como o voto universal, que conferiu às mulheres o direito cidadão de votar e ser votada, diminuíram as profundas desigualdades de gênero. No entanto, a parca representação feminina na política ainda reflete preconceitos arraigados na sociedade brasileira; a despeito do arcabouço legal que garante a igualdade entre homens e mulheres. Percebe-se que a mera existência de leis não é capaz de alterar significativamente o tecido social.

A elaboração de políticas públicas de ação afirmativa e leis específicas é um caminho viável para se garantir uma participação feminina mais efetiva na política. Ao se estabelecer em lei, por exemplo, limites máximos e mínimos para candidatos de cada sexo, 70 e 30 por cento respectivamente, assegura-se uma maior participação feminina. Para tanto, são necessárias ações coordenadas em todas as esferas de Governo.

A ampliação da participação feminina na esfera pública e no jogo político são conquistas a que se deve somar o respeito a todos os direitos adquiridos, sem qualquer distinção. Ao se garantir às mulheres o pleno exercício da cidadania e a participação efetiva na esfera pública e na política, garante-se, por conseguinte, a diminuição da desigualdade de gênero. Assim, constrói-se um Brasil mais justo.

4 comentários:

Strepsiades disse...

you still got it, man!

Saulo Cruz disse...

na câmara são 513 deputados. 42 são mulheres. Se elas são 51% da nossa população, cadê a representação?

Marcelo Grossi disse...

Levando-se em consideração que há menos de 100 anos mulheres não tinham cidadania, entendida aqui como direito a votar e ser votada, as 42 deputadas federais eleitas representam a vontade soberana do eleitorado.

Trata-se de uma representatividade atenuada pelo voto, Saulo.

Aliás, você já elegeu alguma deputada federal? Aqui no Brasil, parece que o eleitor se esquece do óbvio: é ele que elege os políticos, seus representantes.

Mais uma piada derivada da obrigatoriedade do voto e do coronelismo político...

Marcelo Grossi disse...

Passei no concurso. Essa dissertação obteve 22,5 de 25 pontos.