segunda-feira, 2 de março de 2009

Águas de março

Fevereiro é um mês estranho, de aquarianos e piscianos.

No último dia 8 de fevereiro, submeti-me às provas do concurso para Oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores. No dia seguinte, destruí o braço fazendo downhill aqui do lado de casa, depois de mais de dez anos sem subir em um skate. Fiquei apenas três dias engessado. Não consigo ficar engessado. Desde os três anos, sempre tirei todos os gessos antes do tempo devido, sem exceção. Tardiamente, soube que tenho Saturno na Casa 1, e que isso redunda em problemas ósseos. E eu, que achava que ter ascendente em Leão tinha a ver só com a arrogância e a pompa leoninas, me fodi.

Sem gesso, fui a BH e fiquei uma semana tomando Mate Couro e Guarapan: gosto (subs.) de infância. Quando se mora longe da mãe, visitar a casa dela sempre é bom. Sempre. Mesmo à espera da divulgação do gabarito preliminar daquele concurso para o qual se estudou praticamente o dia inteiro, de novembro a fevereiro.

Dias tensos: parei de dormir direito duas semanas antes da prova e só voltei a ter noites mais ou menos tranquilas dias depois da divulgação do gabarito, quando minhas esperanças esgotaram e o Carnaval despontava. De BH, voltei a Brasília e fui à Chapada dos Veadeiros na sexta.

Quem não tem colírio, joga pedra na Geni

Foto: Christophe Scianni

Maldito Carnaval em Cavalcante! Dá até nome de bloco carnavalesco: todo mundo fantasiado de bobo da corte naquela cidadezinha no interior de Goiás sem qualquer infra-estrutura para dar conta da demanda massiva de milhares de brasilienses por produtos e serviços. Cachoeira parecendo a Água Mineral quando a umidade relativa do ar começa a chegar a 15 por cento, em qualquer inverno tórrido e seco da Capital Federal. Aliás, brasiliense que não apinhou cachoeira em Cavalcante, superlotou a Pizza Roots (pizzaroots@hotmail.com). Eu e meu amigo franco-italiano esperamos 90 minutos pela pizza. Amadores: nem a Coca eles se dignaram a servir quando fizemos o pedido. A pizza era até boa, depois da espera cruel, ficou excelente!

De qualquer forma, não volto lá nunca mais: ao desistir de pedir a conta à mesa, uma senhora ignorante que parecia a proprietária, além de gritar com a gente no caixa por não saber o número da nossa mesa, até cobrou 10 por cento sobre o serviço (de merda) - que nos recusamos a pagar - e quatro reais de couvert por pessoa - que consentimos em pagar, apesar de não haver qualquer menção a couvert na casa, seja no cardápio ou na pizzaria em si. Pagamos porque ouvimos um qualquer tocando músicas quaisquer, daquelas que ninguém presta atenção quando está com muita fome e muita raiva. Maldito Carnaval em Cavalcante!

Pior: há nove anos, quando havia apenas uma dúzia de estudantes da Universidade de Brasília por lá, todo mundo dizia que a cidade era promessa de crescimento com desenvolvimento sustentável centrado no ecoturimo: balela de universitário maconheiro. Aquilo ali no Carnaval é o caos! And nothing more.

Quoth the raven: nevermore!

2 comentários:

Rebeca Ribeiro disse...

Acho que eu dei um pouco (muito) mais de sorte com as cachoeira no meio do nada e visitadas por ninguém pra onde eu fui no carnaval!

Ano que vem vá pra São Gonçalo do Rio das Pedras (se você conseguir achar esse lugar.)

Sentilavras disse...

Nossa, q ruim esse carnaval... Eu queria ter viajado, mas fiquei em Bsb mesmo.

Parece q o Centro de Turismo tá fazendo uns trabalhos pra melhorar aquilo lá... Não sei mt sobre o assunto.